Mal começaram os treinos para a Copa do Mundo na África do Sul e já se descobriu a maior vilã dos jogos. Ela é leve, é diferente, dizem que faz curvas com maior velocidade. Será que tem freios ABS? A Jabulani, bola oficial da Copa do Mundo, fabricada pela Adidas exclusivamente para a Copa 2010, tem sido alvo de reclamações e até mesmo de insultos. A coitada da bola, vejam só, já foi comparada à “bola de supermercado”, “barata”, “sobrenatural”, “horrível” e por último foi à uma “patricinha”. “A bola é horrível. É difícil crer que vai ter uma Copa do Mundo com uma bola dessas. A outra é mulher de malandro, mas essa parece uma patricinha. Parece que ela foge, que não gosta de ser chutada”, afirmou o jogador brasileiro Felipe Melo. Comparação típica de brasileiro, cheia de efeitos e figuras de linguagem.
Isso tudo porque é feita de um material sintético, mais leve que a bola tradicional. A bola recebeu sua primeira crítica do goleiro titular da seleção brasileira, Júlio Cesar, que a condenou: – “É horrível!” Depois vieram outros companheiros da equipe, italianos, chilenos, espanhóis, a maioria dos jogadores desaprovou a redonda. Apesar disso, a Adidas bateu o pé e disse que não vai mudar e a Jabulani permanece como a bola oficial do torneio.
E não é que a pequena, leve e redonda passou por vários testes e rigorosas provas da Fifa (Federação Internacional de Futebol)? Pois é, e mesmo com todas as críticas ela permanece em campo, sem direito a defesa e ainda será a maior estrela de todos os jogos, o objeto de desejo tão criticado e mais visado por todos os atletas. Indiscutivelmente, é ela a inimiga número 1 dos jogadores da seleção brasileira, mas não segue só na lista dos empecilhos. Os brasileiros já reclamam também do gramado utilizado pela equipe no Randburg, em Joanesburgo. Melhor que não “pisem na bola”.
O que se espera, é que, mesmo com tantas críticas, nossos “heróis do futebol” passem batido pelas pedras (ou bolas) no meio do caminho e não se apóiem nas desculpas para não nos trazer o tão sonhado hexacampeonato, até porque, o País já vestiu a armadura verde e amarela e não tem lugar que não esteja com o espírito torcedor incorporado. O grito está preso na garganta e deve ser solto já na primeira partida, dia 15 de junho, contra Coréia do Norte.